Conhece os números sobre hipotireoidismo no Brasil? Estudos indicam que aproximadamente 7,4% dos adultos brasileiros apresentam hipotireoidismo manifesto, sendo esta uma das disfunções endócrinas mais comuns no país (StatPearls; PubMed). A prevalência é significativamente maior em mulheres, com uma proporção de aproximadamente 3:1 em relação aos homens (PubMed).
O que é o hipotireoidismo?

O hipotireoidismo é uma condição endócrina que ocorre quando a glândula tireoide não produz hormônios tireoidianos suficientes para atender às necessidades do organismo (Mayo Clinic). Esta pequena glândula em formato de borboleta, localizada na parte frontal do pescoço, desempenha um papel crucial na regulação do metabolismo, crescimento e funções vitais do corpo (Cleveland Clinic).
Quando os níveis de hormônios tireoidianos estão baixos, o metabolismo desacelera, afetando praticamente todos os sistemas do organismo. O hipotireoidismo subclínico, caracterizado por elevação do TSH com níveis normais de T4 livre, afeta cerca de 3,99% da população brasileira anualmente (PMC). Isso pode ser assintomático, mas, sem tratamento e acompanhamento, pode progredir para formas mais graves ou impactar negativamente a saúde cardiovascular.
Além disso, existe uma relação importante entre o hipotireoidismo e o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, especialmente quando não tratado. O metabolismo reduzido contribui para o aumento do colesterol LDL (“ruim”), podendo acelerar processos de aterosclerose (The Lancet). Por isso, o rastreio de alterações da tireoide é fundamental, especialmente para pessoas acima de 60 anos ou com histórico familiar da doença.
Mulheres grávidas fazem parte do grupo de risco, pois o hipotireoidismo pode comprometer o desenvolvimento neurológico do feto se não tratado precocemente. Recomenda-se a triagem laboratorial em grávidas, mesmo que não tenham sintomas evidentes (NIDDK).
Sabia que pequenas alterações nos hormônios da tireoide já podem provocar sintomas mesmo antes dos exames apontarem alterações evidentes?
Quais as causas do hipotireoidismo?

As principais causas do hipotireoidismo incluem diversas condições que afetam a função da tireoide ou a produção de hormônios tireoidianos.
A tireoidite de Hashimoto representa a causa mais comum de hipotireoidismo em áreas com ingestão adequada de iodo (Healthline). Esta condição autoimune ocorre quando o sistema imunológico ataca erroneamente as células saudáveis da tireoide, reduzindo progressivamente sua capacidade de produzir hormônios.
O tratamento com iodo radioativo para hipertireoidismo pode resultar em hipotireoidismo permanente. Este procedimento, amplamente utilizado para tratar o excesso de hormônios tireoidianos, frequentemente causa redução excessiva da função tireoidiana (StatPearls).
Cirurgias da tireoide, especialmente a tireoidectomia total ou parcial, constituem outra causa importante. Após a remoção cirúrgica de parte ou toda a glândula tireoide, os pacientes necessitam de reposição hormonal para vida toda (Healthgrades).
A radioterapia na região do pescoço, utilizada para tratar cânceres de cabeça e pescoço, pode danificar a tireoide e causar hipotireoidismo tardio (Cleveland Clinic).
Determinados medicamentos podem interferir na produção ou ação dos hormônios tireoidianos. O lítio, amiodarona e alguns medicamentos para epilepsia estão entre os principais responsáveis (Mayo Clinic).
A deficiência de iodo permanece uma causa relevante em certas regiões. No Brasil, estudos mostram que, historicamente, a deficiência de iodo foi um problema significativo, embora o programa de iodação do sal tenha melhorado substancialmente este cenário (SciELO; PubMed). Em regiões onde o acesso ao iodo ainda é limitado ou há restrições alimentares importantes, a condição pode ocorrer mesmo em jovens e crianças.
Certas doenças congênitas (presentes desde o nascimento) podem causar hipotireoidismo neonatal. Nestes casos, há ausência ou má formação da glândula tireoide, ou defeitos genéticos na produção dos hormônios tireoidianos. A triagem neonatal no Brasil, incluída no “Teste do Pezinho”, permite identificar e tratar precocemente esses casos, prevenindo atrasos no desenvolvimento (NIDDK).
| Causa Principal | Prevalência no Brasil | Características |
| Tireoidite de Hashimoto | 60-70% dos casos | Condição autoimune progressiva |
| Pós-cirurgia tireoidiana | 15-20% dos casos | Hipotireoidismo imediato |
| Iodo radioativo | 10-15% dos casos | Desenvolve-se em meses/anos |
| Medicamentos | 3-5% dos casos | Reversível com suspensão |
Nunca interrompa o uso de medicamentos por conta própria se suspeitar de hipotireoidismo; sempre busque orientação médica.
Quais os sintomas do hipotireoidismo?
Os sintomas do hipotireoidismo desenvolvem-se gradualmente e podem ser facilmente confundidos com outras condições ou mesmo com o envelhecimento natural. Conhecer os principais sinais pode fazer a diferença no diagnóstico precoce.
Indivíduos podem apresentar sintomas leves por anos antes de buscar ajuda. Em idosos, sinais como depressão, cansaço extremo e dificuldades de memória frequentemente levam a confusão diagnóstica com outras doenças neurológicas ou mesmo com demência (Cleveland Clinic; Medical News Today).
Em crianças e adolescentes, o hipotireoidismo pode resultar em atraso do crescimento, puberdade tardia e dificuldade escolar, pois os hormônios tireoidianos são vitais para o desenvolvimento neurológico e físico (Mayo Clinic).
O quadro clínico pode se intensificar durante períodos de estresse, pós-parto, ou em situações de grande exigência física ou emocional. Vale lembrar que sintomas como cansaço, pele seca, ganho de peso e irregularidade menstrual não são específicos, sendo fundamentais os exames laboratoriais para confirmação (StatPearls; Cleveland Clinic).
Se você notar sintomas persistentes e inexplicáveis, como fadiga ou queda de cabelo, marque uma consulta para avaliação da tireoide.
1. Fadiga

A fadiga representa um dos sintomas mais comuns do hipotireoidismo, afetando até 90% dos pacientes (Medscape; Medical News Today). Esta exaustão vai muito além do cansaço normal, caracterizando-se por uma sensação persistente de falta de energia que não melhora com o repouso.
Os hormônios tireoidianos regulam o metabolismo celular e a produção de energia. Quando estão em níveis baixos, as células não conseguem gerar energia adequadamente, resultando em fadiga profunda que pode interferir significativamente nas atividades diárias (Healthline).
Muitos pacientes relatam dificuldade para se levantar pela manhã, necessidade de cochilos durante o dia e redução importante na capacidade de exercitar-se. Esta fadiga frequentemente acompanha-se de sonolência excessiva e dificuldade de concentração (Medical News Today).
Fadiga crônica provocada por hipotireoidismo melhora consideravelmente após iniciar o tratamento adequado.
2. Aumento de peso
O ganho de peso não intencional constitui um sintoma característico do hipotireoidismo, ocorrendo em aproximadamente 60-80% dos casos (Healthline; Medical News Today). O mecanismo envolve a desaceleração do metabolismo basal, fazendo com que o corpo queime menos calorias em repouso.
A Associação Americana da Tireoide indica que o aumento de peso relacionado ao hipotireoidismo geralmente varia entre 2 a 5 quilos, sendo principalmente devido ao acúmulo de sal e água no organismo (Mayo Clinic). Este ganho ponderal pode ocorrer mesmo com redução do apetite.
A retenção de líquidos contribui significativamente para o aumento de peso, manifestando-se como inchaço em face, mãos e pernas. O edema não deixa marcas quando pressionado (edema não depressível) e é característico do hipotireoidismo (Cleveland Clinic).
Ganho de peso de rápida instalação deve sempre ser avaliado para descartar outras causas associadas.
3. Queda de cabelo

A queda de cabelo afeta aproximadamente 50-60% dos pacientes com hipotireoidismo (StatPearls; Cleveland Clinic). Os folículos pilosos possuem receptores para hormônios tireoidianos que regulam o ciclo de crescimento capilar.
No hipotireoidismo, o cabelo torna-se seco, quebradiço e com aparência de palha. A perda capilar pode afetar não apenas o couro cabeludo, mas também sobrancelhas, axilas e pelos pubianos (Medical News Today). Frequentemente observa-se afinamento das sobrancelhas, especialmente na porção externa.
O crescimento capilar desacelera significativamente, e os fios novos crescem mais finos e fracos. Esta condição geralmente é reversível com o tratamento adequado do hipotireoidismo (Healthline).
“A saúde da tireoide impacta diretamente a saúde dos cabelos. Corrija o hipotireoidismo para recobrar a força e o volume dos fios.”— Sociedade Brasileira de Dermatologia
4. Pele seca e com comichão
As alterações cutâneas representam sintomas precoces do hipotireoidismo, manifestando-se em até 70% dos pacientes (Medical News Today; Mayo Clinic). A pele torna-se seca, áspera e com descamação, podendo apresentar coloração pálida ou amarelada.
A redução da produção de suor e óleo pelas glândulas sebáceas contribui para o ressecamento cutâneo. Alguns pacientes desenvolvem uma coloração amarelada na pele devido ao acúmulo de caroteno, especialmente nas palmas das mãos e plantas dos pés (StatPearls).
A coceira pode ser intensa e generalizada, piorando durante o inverno devido à baixa umidade do ar. Feridas e cortes podem demorar mais para cicatrizar em pacientes com hipotireoidismo não tratado (Cleveland Clinic).
Hidratação frequente e uso de sabonetes neutros ajudam a aliviar sintomas cutâneos do hipotireoidismo.
5. Sentir-se triste ou deprimido

A depressão afeta 20-25% dos pacientes com hipotireoidismo, constituindo um sintoma neuropsiquiátrico importante (Cleveland Clinic; Medical News Today). Os hormônios tireoidianos são essenciais para o funcionamento adequado do sistema nervoso central.
Estudos demonstram que níveis baixos de hormônios tireoidianos podem alterar a circulação sanguínea cerebral e afetar a produção de neurotransmissores como serotonina e dopamina (StatPearls). Isto resulta em sintomas como tristeza persistente, perda de interesse em atividades prazerosas e sensação de desesperança.
A depressão relacionada ao hipotireoidismo frequentemente melhora significativamente com o tratamento hormonal adequado. Pacientes podem apresentar também ansiedade, irritabilidade e labilidade emocional (Cleveland Clinic).
O acompanhamento psicológico pode ser útil junto ao tratamento médico em casos de alteração do humor.
6. Sentir frio
A intolerância ao frio representa um sintoma clássico do hipotireoidismo, presente em 60-80% dos casos (NHS UK; Medical News Today). Os hormônios tireoidianos regulam a temperatura corporal através do controle do metabolismo celular.
Pacientes frequentemente relatam sentir frio mesmo em ambientes aquecidos ou durante épocas quentes do ano. As extremidades (mãos e pés) são particularmente afetadas, permanecendo frias mesmo quando o restante do corpo está aquecido (Mayo Clinic).
A redução da produção de calor corporal ocorre devido à diminuição da atividade metabólica. Alguns pacientes necessitam usar roupas extras ou aumentar o aquecimento doméstico significativamente (Healthline).
Se sentir frio de forma persistente mesmo em ambientes quentes, procure avaliação da função tireoidiana.
7. Fraqueza e dor muscular e articular

Manifestações musculoesqueléticas ocorrem em 50-80% dos pacientes com hipotireoidismo (Medical News Today; Cleveland Clinic). Os sintomas incluem fraqueza muscular, dores, rigidez e câimbras, especialmente nas extremidades.
A mialgia (dor muscular) pode ser difusa ou localizada, frequentemente acompanhada de rigidez matinal prolongada. Alguns pacientes desenvolvem síndrome do túnel do carpo devido ao inchaço dos tecidos (StatPearls).
As articulações podem apresentar dor, inchaço e rigidez, simulando condições reumatológicas. A elevação da enzima creatina quinase (CK) pode ocorrer, indicando dano muscular (Cleveland Clinic).
Exercícios físicos leves adaptados e alongamentos ajudam a manter o tônus muscular em quem tem hipotireoidismo.
8. Obstipação intestinal
A constipação afeta 30-60% dos pacientes com hipotireoidismo (NHS UK; Cleveland Clinic). Os hormônios tireoidianos regulam a motilidade intestinal, e sua deficiência resulta em trânsito intestinal lento.
Pacientes podem apresentar evacuações menos frequentes (menos de 3 vezes por semana), fezes endurecidas e sensação de evacuação incompleta. O esforço evacuatório pode ser necessário, causando desconforto significativo (Mayo Clinic).
A constipação pode agravar-se gradualmente se o hipotireoidismo não for tratado. A hidratação adequada e dieta rica em fibras podem ajudar, mas o tratamento hormonal permanece fundamental (StatPearls).
Introduzir mais fibra na dieta e manter-se hidratado pode aliviar sintomas gastrointestinais do hipotireoidismo.
9. Dificuldade de concentração ou de memória

Os déficits cognitivos afetam 60-70% dos pacientes com hipotireoidismo (Medical News Today; Cleveland Clinic). Os sintomas incluem dificuldade de concentração, lapsos de memória, lentidão de raciocínio e redução da capacidade de atenção.
O “nevoeiro mental” é uma queixa comum, caracterizada por sensação de pensamento confuso e dificuldade para tomar decisões. A velocidade de processamento de informações diminui significativamente (StatPearls).
Estes sintomas cognitivos podem afetar o desempenho no trabalho ou estudos. Felizmente, a maioria dos déficits cognitivos melhora com o tratamento adequado do hipotireoidismo (Cleveland Clinic).
“Pacientes tratados adequadamente podem recuperar funções cognitivas e retomar seu ritmo normal de vida.”— Dr. José Carlos, endocrinologista
10. Menstruação intensa ou irregular
Distúrbios menstruais ocorrem em 60-70% das mulheres com hipotireoidismo (StatPearls; Medical News Today). As alterações incluem menstruação mais intensa (menorragia), ciclos prolongados ou irregulares, e ocasionalmente amenorreia.
O hipotireoidismo pode afetar a ovulação e os níveis de outros hormônios reprodutivos. Mulheres podem apresentar ciclos anovulatórios, resultando em sangramento irregular ou ausente (Mayo Clinic).
A fertilidade pode ser reduzida, e mulheres grávidas com hipotireoidismo não tratado apresentam maior risco de complicações obstétricas. O tratamento adequado geralmente normaliza os ciclos menstruais (Cleveland Clinic).
É fundamental mulheres com problemas menstruais realizarem exames de função tireoidiana, especialmente se tentam engravidar.
Qual o tratamento para o hipotireoidismo?

O tratamento para hipotireoidismo baseia-se na reposição hormonal com levotiroxina sintética, considerada o padrão-ouro terapêutico internacionalmente reconhecido (AAFP; StatPearls).
A levotiroxina é quimicamente idêntica ao hormônio T4 produzido naturalmente pela tireoide. Esta medicação deve ser tomada diariamente, preferencialmente em jejum, 30 a 60 minutos antes do café da manhã, para otimizar a absorção (PMC).
A dose inicial recomendada varia conforme a idade e condições do paciente. Para adultos saudáveis menores de 60 anos, a dose inicial típica é de 1,6 mcg por quilograma de peso corporal por dia (PMC). Pacientes idosos ou com problemas cardíacos devem iniciar com doses menores (25-50 mcg diários) para evitar sobrecarga cardiovascular (StatPearls).
O monitoramento do TSH é feito a cada 6 a 8 semanas após o início ou ajuste da dose, até o alcance do equilíbrio hormonal. Após estabilização, novos controles podem ser realizados anualmente (Cleveland Clinic). Ajustes de dose podem ser necessários em situações especiais, como gravidez, perda ou ganho significativo de peso, ou uso de determinados medicamentos.
O uso correto da levotiroxina e a regularidade do tratamento garantem maior qualidade de vida e a reversão da maioria dos sintomas (Endocrine Reviews).
Nunca ajuste a dose da levotiroxina sem orientação médica; o excesso do hormônio pode causar efeitos graves.
Como saber se tenho hipotireoidismo?
O diagnóstico do hipotireoidismo requer avaliação médica com exames laboratoriais específicos. O teste inicial mais importante é a dosagem do TSH (hormônio estimulante da tireoide) no sangue (Mayo Clinic).
Valores de TSH elevados (acima de 4,5-5,0 mIU/L) sugerem hipotireoidismo. Quando o TSH está alto, solicita-se também a dosagem de T4 livre para confirmação diagnóstica (StatPearls).
Se o TSH estiver elevado e o T4 livre baixo, confirma-se o diagnóstico de hipotireoidismo manifesto. Quando apenas o TSH está elevado com T4 livre normal, caracteriza-se o hipotireoidismo subclínico (Cleveland Clinic).
Os valores de referência laboratoriais são:
- TSH normal: 0,4-4,5 mIU/L
- T4 livre normal: 0,8-2,0 ng/dL
É importante repetir os exames após 6-8 semanas se houver alterações, pois valores podem flutuar naturalmente (Gdatf; Mayo Clinic).
Além disso, outros exames complementares podem ser solicitados, como anticorpos antitireoidianos, ultrassonografia da tireoide e testes de função hepática, dependendo do histórico e dos achados clínicos. Exames regulares são especialmente relevantes em gestantes, idosos e pessoas com doenças autoimunes.
Autoexame periódico do pescoço pode ajudar a identificar alterações precoces no volume da glândula tireoide.
Como sei se tenho doença da tiroide?
Os sinais que sugerem doença tireoidiana incluem múltiplos sintomas do hipotireoidismo ou hipertireoidismo ocorrendo simultaneamente. Alterações no peso corporal sem mudanças na dieta, fadiga persistente, intolerância ao frio ou calor e alterações no humor podem indicar problemas tireoidianos (Mayo Clinic).
Examine seu pescoço regularmente procurando por aumento da tireoide (bócio) ou nódulos palpáveis. Dificuldades para engolir ou sensação de pressão no pescoço também merecem investigação médica (Cleveland Clinic).
Histórico familiar de doenças tireoidianas aumenta significativamente o risco. Mulheres apresentam probabilidade 5-8 vezes maior de desenvolver problemas tireoidianos comparadas aos homens (PubMed).
Sintomas como tsh baixo sintomas (hipertireoidismo) incluem palpitações, perda de peso, nervosismo e intolerância ao calor – o oposto dos sintomas do hipotireoidismo.
Além dos exames laboratoriais de TSH e T4, exames de imagem (ultrassom da tireoide) e dosagem de anticorpos tireoidianos ajudam a esclarecer o diagnóstico e orientam a decisão quanto ao melhor tratamento.
Caso tenha histórico familiar de doenças da tireoide, realize exames preventivos após os 35 anos ou em caso de sintomas suspeitos.
Que médico devo consultar?
Especialistas em hipotireoidismo incluem endocrinologistas, que são os profissionais mais capacitados para diagnóstico e manejo de doenças tireoidianas complexas. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) certifica estes especialistas (SBEM; Mespoir).
Médicos clínicos gerais ou de família também podem diagnosticar e tratar casos simples de hipotireoidismo. Estes profissionais são adequados para o acompanhamento inicial e ajustes de dose da levotiroxina (Cleveland Clinic).
O sistema público brasileiro (SUS) oferece atendimento endocrinológico em hospitais universitários e centros especializados. Mais de 70% dos brasileiros dependem exclusivamente do sistema público para cuidados de saúde (Frontiers in Endocrinology).
Para casos complexos, hipotireoidismo subclínico em idosos, gestantes com problemas tireoidianos ou pacientes com múltiplas comorbidades, a avaliação por endocrinologista é recomendada (StatPearls; SBEM).
vitaminas para anemia e vitaminas para fadiga podem ser necessárias quando deficiências nutricionais coexistem com hipotireoidismo. Deficiências de ferro, vitamina B12 e ácido fólico são comuns nestes pacientes, requerendo suplementação específica (Pernicious Anaemia Society; PMC).
A vitamina B12, ferro e ácido fólico são essenciais para a produção adequada de hemoglobina e prevenção de anemia. Pacientes com hipotireoidismo apresentam maior risco de deficiências nutricionais devido à redução da absorção intestinal (PMC).
O remédio hipotireoidismo mais utilizado é a levotiroxina, disponível em diferentes dosagens (25, 50, 75, 100, 125, 150 mcg). No Brasil, está disponível tanto no sistema público quanto privado, sendo considerado medicamento essencial (StatPearls; AAFP).
Os tratamentos para hipotireoidismo devem ser individualizados, com monitoramento regular através de exames de TSH a cada 6-8 semanas até estabilização, seguido de controles anuais (PMC). O objetivo é manter o TSH dentro da faixa normal e resolver os sintomas.
“Procure sempre um endocrinologista diante de sintomas persistentes; o diagnóstico precoce é fundamental.” — Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Como esta matéria foi pesquisada
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Referências
- Mayo Clinic: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/hypothyroidism/symptoms-causes/syc-20350284
- Cleveland Clinic: https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/12120-hypothyroidism
- StatPearls – Hypothyroidism: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK519536/
- PubMed – Incidence of thyroid diseases in Brazil: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33844894/
- The Lancet: https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(24)01614-3/fulltext
- NIDDK (National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases): https://www.niddk.nih.gov/health-information/endocrine-diseases/hypothyroidism
- Healthline: https://www.healthline.com/health/hypothyroidism/symptoms-treatments-more
- SciELO Brasil – Iodo e tireoide: https://www.scielo.br/j/abem/a/wC49LX4MfF5fZK8Cp4DFw5C/?lang=en
- AAFP (American Academy of Family Physicians): https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2021/0515/p605.html
- SciELO Brasil – Prevalence of thyroid diseases: https://www.scielo.br/j/aem/a/7qWTKZ5DNhPCmQ5jXXxLLnq/
